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Sou uma apaixonada pela vida, sem limites pra sonhar...
Sou determinada, e adoro as coisas simples da vida... Não gosto de nada mal resolvido, sou preto no branco,o cinza não me convence...Sou sincera e verdadeira e só gosto de me relacionar com gente assim...
Pessoas, que como eu, tem atitude pra mudar o que não está bom, não se conforma, nem se acomoda com o mais ou menos....Ou está bom, ou a gente faz ficar.
A FELICIDADE ESTA EM NOSSAS MÃOS E DE MAIS NINGUEM.
POR ISSO ACORDA MENINA.

terça-feira, 9 de julho de 2013

MODA E PERFUMARIA

Você já parou para penar em como a moda e a perfumaria andam conectadas? Com certeza, esta ligação contribuiu muito para o sucesso de perfumes, assim como mantém o fabuloso império da moda de pé, agindo como a mais íntima e, paradoxalmente duradoura, criação a levar o nome de uma maison ou estilista.
PERCURSORES


Paul Poiret, em pé
No fim da chamada Belle Epoque, os perfumes eram coisa exclusiva de perfumistas. Porém um estilista chamado Paul Poiret deu de presente a sua filha Rosine uma fábrica de perfumes e isto colocou seu nome na história como o primeiro designer de moda a entrar para o universo da perfumaria. Entre os perfumes da Parfums de Rosine, Chez Poiret e La Rose de Rosine. Isto dez anos antes do legendário Chanel nº 5 ser concebido para a Maison de Gabrielle Chanel!
Parfums de Rosine Chez Poiret.
No mesmo caminho, a Maison Lanvin, de Jeanne Lanvin, entrou no lucrativo ramo de negócios em 1927 (sendo Arpége um sucesso até hoje),  e Jean Patou já lançava o autoproclamado “mais caro perfume do mundo” Joy, em 1930. Para nossa alegria, a tríade continua sendo comercializada, talvez não como eram antigamente, mas continuam encantando velhos e novos fãs da perfumaria mundial.

PÓS GUERRA
Durante as décadas seguintes muitas Casas de Moda seguiram os passos destes precursores, estreitando ainda mais os laço entre a moda e a perfumaria. Naquela época, influenciado pela liberação feminina, uma revolução nas artes, uma crescente globalização, guerras e o cinema, os perfumes e a moda seguiram caminhos ousados, com calças para as mulheres, tecidos pesados e masculinos, baunilhas, couro, especiarias e o estilo Chypre, que ainda hoje é um sucesso absoluto.

Foi nos anos 50 que a Dior mudou muita coisa. Não só trouxe o New Look, mais feminino e romântico, mas seus perfumes também exaltavam maior leveza, em contraponto com as composições mais densas.
Miss Dior (o vintage, de 1947) trouxe alegria e inocência. 
Miss Dior é um sucesso e personifica a época. Diz a anedota que o nome foi inspirado pela aparição triunfal da encantadora irmã de Christian Dior,  Mademoiselle Catherine Dior, vestida elegantemente para um evento.

Nina Ricci também lança seus perfumes a partir do pós guerra, sendo L’Air Du Temps o mais emblemático deles.
Nina Ricci L’Air du Temps em frasco original de 1948
A partir daí, os conceitos da moda influenciaram ainda mais a perfumaria.
É interessante realçar que esta conexão do perfume com a moda, tornou-se tão intrínseca que, em alguns casos, as pessoas conhecem o perfume, mas nada sabem sobre o estilista ou Maison.
Icônica Imagem de Yves Saint Laurent
 Mas o mais interessante é quando o estilo na passarela é completamente obliterado pelo sucesso dos perfumes, como aconteceu, por exemplo, com Thierry Mugler e Paco Rabanne.
Icônica Imagem de Yves Saint Laurent
Os anos 60 e 70 abriram as portas para vários novos estilistas, como Yves Saint Laurent, Paco Rabanne, Loris Azzaro, Valentino, entre outros. Num momento em que o mundo estava focado na corrida espacial, contracultura, rock, as passarelas retrataram estas manifestações, assim como os perfumes. Assim, o luxo da perfumaria e da alta costura encontrava-se com a cultura popular daquelas décadas.
Yves Saint Laurent, criador do icônico e controverso smoking feminino, da jaqueta saharienne, entre outros, retratou sua ousadia através de perfumes como Opium e Rive Gauche. 

Atualmente, a fragrância Saharienne homenageia seu espírito visionário.
Paco Rabanne, criador de vestidos feitos de metal (confira na propaganda de Lady Million uma homenagem ao estilo) e amante da cor dourada, gostava de brincar com novos materiais e referências pop. 

Pode-se dizer, inclusive, que estes dois nomes trouxeram a perfumaria para as massas.
Calandre, por exemplo, tem seu nome emprestado da grade do radiador, e foi inspirada pelo “sexo no carro”. Uma inspiração dessas seria impensável antes da revolução cultural e de como o mundo naquelas décadas consumia a moda e a reinventava.

ANOS 80
Nos anos 80, a moda voltou-se para um aspecto ainda mais ousado, sofrendo influências das décadas anteriores, porém retratando com exagero uma sensualidade agressiva e dominadora, por parte da mulher.
Formas cada vez mais extravagantes e rebuscadas, geometrias, tudo isso simbolizava um momento em que a mulher deixava de ser, ao menos aos olhos da moda, como um objeto de desejo, e passava a exercer uma atitude dominante na sedução. Por isso, os perfumes precisavam ser, cada vez mais, intoxicantes, impressionantes, poderosos.
Numa época em que vestidos drapeados, o “rosa shocking”, ombreiras , e o new wave eram trend, estes perfumes reforçavam a persona poderosa da mulher. Estes perfumes ainda não perderam sua poderosa influência, ainda muito amados por sua potência e sillage que, na época, combinavam com seus conceitos de sensualidade agressiva.

Um dos polêmicos anúncios do perfume Obsession
Não à toa, Obsession foi lançado por Calvin Klein e marcou o ritmo, seguido de verdadeiros petardos de sedução como Dior Poison, Cacharel Loulou.

JAPONISMO
Conceito de Issey Miyake
Em contraponto, os anos 80 trouxeram um momento em que o “Japonismo” termo que cunhou a moda criada por japoneses radicados na Europa, entre eles Tanaka Kenzo (que já estava lá antes do movimento começar).

A linha Kenzo Jungle, de onde saiu o fabuloso L’Elephant, é uma homenagem ao nome de sua primeira loja em Paris. 

A modelo Iman em campanha para Kenzo-1983
Issey Miyake é outra revelação desta época, transpondo seu estilo de linhas minimalistas para seus perfumes. Sua coleção L’Eau d’Issey  mantém popularidade duas décadas depois.

TRANSIÇÃO
O poder da moda italiana se refletia também pela concentração de praticamente todas as top models da época em campanhas e passarelas de Versace, Dolce & Gabbana e companhia.
A transição entre os anos 80 e 90 coincide com o momento em que a moda italiana reafirma-se e que nomes como Gianni Versace, Dolce & Gabbana, Moschino reforçam a imagem de uma mulher apaixonante, vibrante e extravagante, reforçando a identidade mediterrânea. Esta última reflete-se também nos perfumes Armani, como Acqua di Gió, um clássico moderno.  Cheap and Chic, Dolce& Gabbana  pour Femme, Light Blue…

ANGEL, DIVISOR DE ÁGUAS
 A  partir desta década, o poder do perfume sobre a moda se inverte e é ele que se torna a força motriz e capitalizadora deste mercado.  É no início desta década que Thierry Mugler lança Angel, um divisor de águas.
É também o momento em que Jean Paul Gaultier lança um perfume com seu nome, depois alterado para Classique. Ambos fazem parte do mento de transição da moda, quando a extravagância preconizada por ambos os estilistas pede vazão para algo mais real, usável, real.
Madonna no lendário corset cônico de Jean Paul Gaultier
O estilo grunge, herdado dos roqueiros de Seattle, invade as passarelas e um perfume como ckOne os representa totalmente
Esta resposta é dada por  ckOne, de Calvin Klein e assim  novamente um perfume da marca dita o tom da década.
 Compartilhável, despretensioso, sugere perfumes mais abertos. Logo em seguida os ozônicos e notas aquáticas trazidas pelos já citados Light Blue e Acqua di Gió, L’Eau par Kenzo encantam o mundo.

NOVO CICLO DOLUXO
Então, Dior J’Adore chega e recomeça o ciclo de luxo.
O resto desta história estamos vivenciando, com criações de Prada, Marc Jacobs, Narciso Rodriguez, Elie Saab, e outros estilistas que concatenam o contemporâneo com o luxo e feminilidade.
Hoje, é sabido que os perfumes alavancam o capital necessário para manter a alta costura.
O perfume traz o design de luxo para as massas, em suaves parcelas, não importa se o consumidor goste ou não das criações de moda da marca. Não importa se este seja o único produto de “luxo” que o ligará à marca.  Também é sabido que muito do poder de decisão na criação dos perfumes saiu completamente das mãos do diretor criativo (estilista) da Maison. Equipes de marketing decidem qual o próximo perfume da marca.
Ainda assim, compramos o nome.

fotos: divulgação
fonte:
http://www.perfumenapele.com/2013/05/moda-e-perfumaria/