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Sou uma apaixonada pela vida, sem limites pra sonhar...
Sou determinada, e adoro as coisas simples da vida... Não gosto de nada mal resolvido, sou preto no branco,o cinza não me convence...Sou sincera e verdadeira e só gosto de me relacionar com gente assim...
Pessoas, que como eu, tem atitude pra mudar o que não está bom, não se conforma, nem se acomoda com o mais ou menos....Ou está bom, ou a gente faz ficar.
A FELICIDADE ESTA EM NOSSAS MÃOS E DE MAIS NINGUEM.
POR ISSO ACORDA MENINA.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CARMEN MIRANDA, ARTISTA QUE APRESENTOU O BRASIL PARA O MUNDO E SE TORNOU REFERÊNCIA DE MODA

Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em Portugal (9/2/1909), veio ainda criança para o Brasil e, ao se instalar na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Lapa, logo ganhou um novo nome: Carmen, referência à ópera de Bizet, uma das paixões de seu pai. Com o passar do tempo, o talento para a música começou a se manifestar e não demorou muito para que ela ficasse conhecida em todo o país.
“Carmen não era apenas uma intérprete. Ela fazia um espetáculo inteiro acontecer, além de ser muito autêntica. Tudo isso nos anos 1930 e 1940, em que a moda estava contida, mais séria”, afirma João Braga, professor de história da moda, da Faap.
CARMEN MIRANDA

SANDALIAS CARMEN MIRANDA
O que é que a baiana tem?
A originalidade da artista ia além da sua voz e do seu jeito de cantar inconfundível. A baiana estilizada virou sua marca registrada, além de inspiração para os estilistas até os dias de hoje.
“Foi ela quem criou as plataformas, que podem ser vistas atualmente entre as tendências de moda”, lembra Paulo Borges, diretor do SPFW, evento que homenageou a cantora em sua última edição.

SANDALIAS
Só dessas sandálias, ela tinha cerca de 500 pares, todos customizados e altíssimos.

TURBANTE
O turbante decorado também é outro acessório marcante da diva. Visionária, vaidosa e com pouco mais de 1,50 m de altura, ela fazia dos seus apetrechos aliados para ganhar alguns centímetros a mais e fazer o público grudar os olhos no palco.

PULSEIRAS
As pulseiras grossas, finas, coloridas e metalizadas com os colares de bolas também eram essenciais para o figurino de Carmen, pois ajudavam a ampliar os seus movimentos ao dançar.

CARREIRA
Com bastante sucesso por aqui, ela ampliou sua carreira para o cinema e acabou sendo assediada por Hollywood, onde atuou em mais de uma dezena de filmes e se consagrou como estrela internacional. Nos Estados Unidos, ela também participou de grandes espetáculos musicais e, em 1940, fez uma apresentação para o presidente Franklin D. Roosevelt durante um banquete na Casa Branca. Foi também no exterior que a portuguesa mais brasileira de todos os tempos faleceu em agosto de 1955, aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante.
Sinônimo de brasilidade e referência de moda, a Pequena notável completaria 100 anos neste mês. “Ela conseguiu criar uma identidade brasileira ao misturar elementos sensuais, como o bustiê e os quadris marcados, com o exagero dos bordados e de seus gestos. A própria Carmen, inclusive, costurava suas peças”, afirma João Braga, historiador de moda.
“O exagero do barroco está na essência do brasileiro e ela trazia isso em sua imagem. Foi ela quem criou uma identidade para o Brasil lá fora, de alegria e de descontração”, diz João.


Museu Carmen Miranda
Av. Rui Barbosa, em frente ao n° 560, no Parque do Flamengo
terça à sexta-feira – das 11h às 17h
Sábado – 13h às 17h
Informações: (21) 2334-4293

fotos: divulgação