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Sou uma apaixonada pela vida, sem limites pra sonhar...
Sou determinada, e adoro as coisas simples da vida... Não gosto de nada mal resolvido, sou preto no branco,o cinza não me convence...Sou sincera e verdadeira e só gosto de me relacionar com gente assim...
Pessoas, que como eu, tem atitude pra mudar o que não está bom, não se conforma, nem se acomoda com o mais ou menos....Ou está bom, ou a gente faz ficar.
A FELICIDADE ESTA EM NOSSAS MÃOS E DE MAIS NINGUEM.
POR ISSO ACORDA MENINA.

domingo, 5 de maio de 2013

RACHELLE BERGSTEIN LANÇA LIVRO PARA AS APAIXONADAS POR SAPATOS

Apaixonada por sapatos, Rachelle Bergestein escreveu o livro Do Tornozelo para Baixo — A História dos Sapatos e como Eles Definem as Mulheres.
A publicação, lançada pela Casa da Palavra, mostra a importância dos calçados para o cinema, a música e até para a política.

"Talvez a grande revolução para os sapatos tenha ocorrido durante a década de 1960, quando materiais como o PVC, entre muitos outros, apareceram como substitutos do couro. Os custos e os preços caíram, e, assim, pela primeira vez, mulheres com rendas modestas puderam começar a colecionar calçados", conta a autora, ela mesma dona de uma coleção digna de nota.
Um belo exemplo é o encontro do designer Salvatore Ferragamo, um dos maiores de todos os tempos neste ramo, e Marilyn Monroe para uma prova de sapatos.
Ele pergunta se pode descalçar a diva e, pela primeira vez, observa as solas nuas de seus pés. Marilyn encarna sua personagem falso-ingênua, safada, visivelmente constrangida. Ferragamo, seríssimo, observa os pés como um arquiteto, imaginando como será sua obra-prima para aquela curvatura.
Anos depois, o caminhar estonteante da moça seria descrito como reflexo dos Ferragamos em seus pés. Essa talvez seja a melhor definição do que é um sapato.
A autora, porém, faz questão dos fatos."Gostem ou não, as mulheres têm feito grandes coisas para atrair os homens. Os saltos têm sido uma arma feminina, os homens não os usam regularmente desde Luís 15. Eles realinham a coluna, elevam os quadris, ou seja, é uma mudança física. As chinesas, por exemplo, torturaram-se por séculos porque ter pés pequenos era necessário para conseguir um bom casamento."
Rachelle confessa não ter pés pequenos. Diz que, talvez por isso, sua ideia de feminilidade aplicada aos calçados esteja mais ligada a uma questão de sentir-se poderosa e confiante.

O SAPATO E SUAS MUSAS
Para cada passo, uma diva
Judy Garland lançou a moda dos sapatos vermelhos graças ao sucesso de sua personagem Dorothy em
 "O Mágico de Oz"
Nos anos 40, Mulher Maravilha antecipou o sapato sinônimo de poder:  A Bota de Salto Alto.


Os anos 60 consolidam a idéia de cultura jovem e elegem Audrey Hepburn como a rainha das sapatilhas.


Marc Bolan, do T-Rex, e Daid Bowie mostram como a  ascensão das plataformas nos anos70 envolveu até os homens, ou ao menos os adeptos do glam rock.
Carrie Bradshaw (Sara Jéssica Parker), de "Sex and the City", encarna a loucura feminina por sapatos e consolida o conceito do luxo para os pés com seus modelos Manolo Bhahnik e Louboutin.

Deixa escapar, no entanto, que sua mãe era uma mulher refinada, dona de uma grande e variada coleção de "gosto maravilhoso". E que, em sua adolescência, preferia usar tênis e botas Doc Martens, estilo coturno. "Só depois dos 20 voltei aos modelos mais femininos. O que é bom porque, como escrevo sobre sapatos, todos estão sempre olhando para os meus pés", conta.
E mais reveladora ainda é a última frase do livro. Ali, Rachelle faz sua declaração ao marido: "Você é meu par [de sapatos?!] perfeito". A classe, a mãe, o sexo, o amor... Esqueça Carrie Bradshaw e Imelda Marcos. Só mesmo Marx e Freud para dar conta de tanta sola no armário.


DO TORNOZELO PARA BAIXO
AUTOR Rachelle Bergstein
TRADUÇÃO Débora Guimarães
EDITORA Casa da Palavra
 fontos : Divulgação
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