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Sou uma apaixonada pela vida, sem limites pra sonhar...
Sou determinada, e adoro as coisas simples da vida... Não gosto de nada mal resolvido, sou preto no branco,o cinza não me convence...Sou sincera e verdadeira e só gosto de me relacionar com gente assim...
Pessoas, que como eu, tem atitude pra mudar o que não está bom, não se conforma, nem se acomoda com o mais ou menos....Ou está bom, ou a gente faz ficar.
A FELICIDADE ESTA EM NOSSAS MÃOS E DE MAIS NINGUEM.
POR ISSO ACORDA MENINA.

sábado, 25 de junho de 2016

UMA FOTO E O DOM DE PERDOAR

Kim Phuc, protagonista de uma das cenas mais comoventes do século vinte, registrada pelo fotógrafo da Associated Press, Nick Ut.
A vida de Kim pendia de um fio quando Nick captou esse instante após um bombardeio de napalm, em Vietnã, em 8 de junho de 1972. Enquanto os colegas rebobinavam os rolos depois de tirar as primeiras visões do horror, Nick aproveitou que estava com quatro câmeras aquele dia e não parou de clicar.
Kim Phuc (Foto de Vietnã de Nick Ut (1972)
Na redação da AP houve uma polêmica: publicação de nus eram proibidas expressamente. Mas o editor de fotografia Horst Faas fez questão de abrir uma exceção, enviou um telex para Nova York, onde o editor-chefe Hall Buell autorizou a publicação argumentando que o valor da notícia ultrapassava a reserva moral.
Conhecida inicialmente como "A menina do napalm", Kim foi salva pelo fotógrafo, que a levou para o hospital. Sobreviveu a 17 cirurgias em 14 meses de internação.
A história dela é cheia de reviravoltas. Foi morar na Cuba para estudar medicina, casou com um cubano e na volta da lua de mel na Rússia, eles desertaram e foram para Canadá.
Kim Phuc hoje
Hoje é embaixadora da UNESCO, virou cristã e lidera uma fundação que leva seu nome e cuida das crianças vítimas das guerras.
Em 1996 foi para um ato em Washington e conheceu e perdoou John Plumier, o comandante do ataque à aldeia onde morava a família de Kim. No encontro religioso do sábado passado em Buenos Aires, ela disse:
- As vezes ainda sinto dores e carrego muitas cicatrizes, mas o coração está limpo. A fé e o perdão são mais poderosos que o napalm.

Nick Ut
A trajetória do fotógrafo Nick Ut também está atravessada de significantes. Ele se tornou um fotógrafo por admiração: seu irmão mais velho era fotógrafo e morreu em Vietnã em 1965. O própio Nick esteve perto de morrer em três oportunidades durante aquela guerra.
Tinha vinte anos quando fez a famosa foto que ganhou o World Photo desse ano e o Pulitzer no ano seguinte.
Mas a dimensão testemunhal daquela imagem está para além dos prêmios. O próprio Nixon, diante da força da cena, tentou espalhar que tratava-se de uma montagem. É uma foto que exibe o valor do foto-jornalismo. Tanto que é considerada a chave que abriu a consciência dos cidadãos dos Estados Unidos para o desastre daquela guerra.
Nick Ut Hoje
Nick vive hoje em Los Angeles e continua sendo um dos fotógrafos mais destacados da AP. Ainda conserva a Nikon e a Leica que usava na época.
Em certo sentido, a foto dele foi o começo do fim de Vietnã.

fotos : divulgação