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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Rainha da Suécia vem ao Brasil defender as crianças, em noite no Municipal

 Para divulgar o trabalho de sua fundação, a Childhood Brasil, na luta contra a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes, a rainha Silvia da Suécia promoveu dia 18/05, no Teatro Municipal, um super-espetáculo com direção-geral de Monique Gardenberg, direção musical de Guto Graça Mello, cenário de Gringo Cardia, iluminação de Quinderé e figurinos de Cao Albuquerque, reunindo no palco Ana Botafogo, Caetano Veloso, Djavan, Maria Gadú, Milton Nascimento, Patrícia Pillar. Filha de uma brasileira com um alemão, a rainha da Suécia viveu a infância e a adolescência em São Paulo e fala um português fluente. É amável, simpática, muito acessível, sem um pingo de esnobismo. Atitudes de uma verdadeira rainha, enfim!


Fazia frio na noite dessa terça-feira no Rio e a lua estava cheia, linda. Foi este o cenário para que a rainha Silvia da Suécia chegasse ao Theatro Municipal pontualmente às 20h30.

Protegida da chuva,  a rainha Silvia  sobe a escadaria do Municipal, com Adriana Ancelmo

Rainha Silvia, o governador Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo


Rainha Silvia e   Adriana Ancelmo 

 A rainha Silvia estava bem à vontade, cumprimentou algumas pessoas, posou para fotos e seguiu para seu camarote. 

Sandra de Sá e Seu Jorge, Milton Nascimento, Djavan e Caetano Veloso, Renata Sorrah, Patrícia Pillar, Maria Gadú, rainha Silvia da Suécia, Maria Bethânica e as crianças no palco: a festa da Childhood Brasil, no Rio, foi um sucesso.

O espetáculo em si começou com a bateria do Olodum de costas para a plateia e Rodrigo Costa, do projeto Nós do Morro, cantando "Adota Eu". No fim da música, a cantora Maria Gadú se juntou a ele e o cenário se transformou numa explosão dourada.
Caetano Veloso emocionou todos cantando "Help", dos Beatles, acompanhado só de um violão. Depois foi a vez de Djavan cantar "Oceano", com o coro de toda a plateia, claro, já que todo mundo sabe os versos desta música. Para completar a sequência de grandes talentos, Milton Nascimento também soltou a voz.

A seleção das músicas, aliás, seguiu o tema da noite, e outro momento especial foi quando Sandy, acompanhada pelo pianista Marcelo Bratke, embalou um pas de deux dos bailarinos Ana Botafogo e Thiago Soares, integrante do Royal Ballet de Londres.

 Sandra de Sá e Seu Jorge, acompanhados da bateria mirim da Mangueira, deram show de ginga e batucada com rosas ao fundo - a cenografia de Gringo Cardia estava um espetáculo à parte. Para encerrar, Bethânia fez todo mundo cantar "O Que É, o Que É".

 Entre uma música e outra, que de alguma forma sempre faziam referência à infância, os artistas lembravam da importância de proteger as crianças e, ao fim do grande show, todos voltaram ao palco do Theatro Municipal, impecável após a reforma. Foi, sem dúvida, uma noite emocionante.

fotos: Juliana Rezende, Sebastião Marinho










Rainha Sílvia da Suécia concede coletiva sobre projeto social no Rio

A Rainha Sílvia da Suécia reuniu jornalistas na manhã de segunda-feira, 16/05, para uma entrevista coletiva no hotel Sofitel, em Copacabana no Rio de Janeiro. 



A Rainha Sílvia da Suécia oficializou o lançamento do espetáculo Infância Livre de Exploração e Abuso Sexual, que acontece na terça, no Theatro Municipal do Rio. 

Com grandes nomes confirmados, como Ana Botafogo, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Maria Bethânia, entre outros, o evento promete chamar a atenção do país para a luta contra a exploração sexual infantil. A realização é da Childhood Brasil, instituição brasileira que faz parte da organização internacional World Childood Foundation, fundada há 12 anos pela soberana e que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes. 

A rainha elogiou o engajamento do governo brasileiro na luta no combate à exploração sexual. "Estivemos aqui no Congresso (Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado pela primeira vez em um país em desenvolvimento, em 2008) e vimos que o Brasil leva isso muito a sério. Organizar um evento desse tamanho foi muito importante e pôs o país em um ponto que nos mostra seriedade com esse problema", disse. 

A rainha explicou o por quê da criação da instituição: "Há 15 anos houve um caso (de exploração sexual infantil) na Suécia que me deixou chocada, emocionada. Mas ninguém queria falar a respeito. Então, eu achei que, mesmo sendo difícil como rainha, como mãe eu tinha o dever de falar". Ela fez, ainda, um chamado à sociedade: "O que eu vejo é que é importante chamar a atenção. Eu não sou política, mas posso chamar atenção dos políticos, da mídia. E acho que todos nós temos essa responsabilidade: não é só o governo, somos nós, pais, mães. Por isso, acho importante darmos as mãos. É o meu dever". 

Descontraída, ela finalizou a entrevista falando sobre a estadia no Brasil e demonstrou carinho especial com a cultura e a comida brasileira. "Eu estive agora com a minha família, mamãe é de São Paulo. Infelizmente tenho que voltar para Suécia no dia 21, tenho compromissos marcados, mas se vocês me prometerem mais sol, eu fico mais", brincou. "O Brasil é sempre muito bom, a família, os amigos, a comida brasileira, os doces brasileiros, jabuticaba...", concluiu. 

foto: divulgação